sábado, 28 de julho de 2012

E é assim muita das vezes.


       Não é preciso muitas palavras para realmente dizer o que se passa aqui dentro do meu peito. E nem conseguiria, porque esse sentimento aqui vai além de palavras e sentidos. Nem mesmo um dicionário inteiro seria o suficiente para descrever cada sentimento que você faz nascer em mim. Cada sorriso bobo nascido do nada, cada batimento marcado pelos momentos, cada lágrimas deixadas pelas dificuldades e cada esperança, fortalecida a cada dia. E se eu fosse pedir algo nesse exato momento, pediria você aqui comigo. Porque, se me faz bem, vou querer aqui. Vou querer você me lembrando a cada dia que vamos ficar bem, e se possível, juntos. E eu estarei sempre aqui para lhe dizer que o tempo vai passar e a nossa chance vai chegar. E quando realmente chegar, terei todo o prazer em dizer: nossa, até que enfim! E é assim muita das vezes. É assim que você me deixa depois de despedidas onde o "tchau" deixa aquele vazio. É difícil tirar o seu calor e o seu cheiro de mim. É difícil esquecer o seu sorriso e as suas palavras. E por muito tempo eu desejei tudo isso, sabe...? Desejei um amor de verdade, onde eu poderia lutar e vencer. Onde eu poderia chorar, mesmo sabendo que depois do fracasso, sempre tem o clímax. E só uma leitora/escritora pensaria desse jeito, não é mesmo? E essa escritora aqui tem vivido essas coisas, e toda a amanhã se levanta, perguntando se ainda vive aquele sonho lindo, onde a protagonista é ela mesma e o mocinho é você. E eu sorrio, porque pego o celular e tem uma mensagem sua me desejando bom dia, e é apenas aquelas simples palavras que me fazem sorrir de novo, e saber com toda a certeza que o que eu vivo, é realidade. E é realidade... Cada palavra, cada momento, e até mesmo as dificuldades. Mas essas fazem parte, com toda a certeza! Até porque, se fosse fácil, não daríamos tanto valor assim. E eu prometo guardar tudo o que vem de você. Desde aquele seu primeiro sorriso, aquele abraço apertado naquele lugar lindo, até a última música criada no meio da madrugada, dedicada à mim, e a mais ninguém. E, acima de tudo, prometo de guardar em meu peito, mesmo você sendo meu ou não. Mesmo pertencendo a mim ou não. E é assim muita das vezes... esse batimento irregular do coração que você me deixa, desde que surgiu pela primeira vez. E é assim sempre... 

_Hellen Pimentel.

"Muita das vezes, escrever se sai melhor do que um choro de desespero"


Hellen Pimentel. 

"Não tente se pôr em meu lugar. Pior do que o coração de uma menina, é coração de uma menina complicada.


Hellen Pimentel. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Não sou uma menina normal.

         Confesso que não sou uma menina normal. Na verdade, acho que nunca fui uma menina normal. Sou meio louca, na medida do possível e do impossível. De “lua”, muita das vezes. Se assim posso dizer.
         O esmalte não dura cinco dias na minha unha, meu cabelo é revoltado com a vida e falo gírias, como “Vish”, “Véi” e “Tipo”. Adoro saltos, mas se pudesse, faria uma coleção de Converse. Babo os vestidos na vitrine, mas não tiro o meu jeans surrado. Quero que o meu cabelo cresça até a cintura, mas vivo com ele preso em um coque... Prometo sempre para mim mesma que nunca mais irei gostar de um menino, e em menos de um mês depois, estou postando indiretas no face. Canto mau, sou brincalhona, idiota, faço caras e bocas, mas também, quando estou mau, nem mesmo a piada mais engraçada consegue tirar um sorriso de mim. Não cumpro com as minhas próprias promessas, e muita das vezes falo que estou bem, mesmo estando acabada por dentro. Não consigo ficar sem chorar com um filme romântico, e ao mesmo tempo que sou carinhosa, pareço ser a pessoa mais grossa e seca desse mundo. Sei que encanto muitas pessoas, e faço com que outras me odeiem, mesmo essas sendo as que nem me conhecem. Um cara para chegar em mim, tem de inovar muito, mas, cantadas passadas não colam comigo, mas... Independente do que for, sou feliz do jeito que sou... 


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Eu, você, e o céu estrelado...


         Hoje me vi olhando para o céu e o admirando por estar tão limpo... A lua estava à amostra, com apenas algumas nuvens a sua volta, mas não tinha estrelas. Soube na mesma hora que era por causa das luzes da cidade, e me vi imaginando uma praia deserta, á noite. Afundei em um mar de pensamentos e deixei que a imaginação fluísse. Pude ver perfeitamente a praia, em seguida, o céu tão estrelado que parecia que a galáxia estava mais perto de nós. Então vi um carro parado na areia, com o facho dos faróis iluminando o nada. Em seguida, nos vi em cima do capô do carro. Eu estava sentada de encontro ao seu peito, e seus braços me envolviam com carinho. Pude sentir o meu coração acelerar e os meus lábios sorrirem... Era tudo tão real, que mal dava para acreditar que era tudo apenas imaginação... Quase consegui sentir o seu cheiro sendo levando pelo vento da maresia. Ergui minha cabeça e encarei seu rosto por um segundo. Você estava olhando para as estrelas, e jurei para mim mesma que poderia ter passado o resto da minha vida alí, observando seu rosto contra o céu estrelado, combinando as cores de seus olhos com o azul-noturno perfeito do céu. Mas no momento seguinte, você abaixou os olhos e sorriu ao me ver te observando. Vi em seus olhos carinho e amor. Sorri de volta e prendi minha respiração enquanto você aproximava seus lábios dos meus... Era tudo o que eu mais precisava. Eu, você, o silencio da noite sobre um céu estrelado, escutando as ondas baterem na areia, com o vento nos envolvendo e fazendo de tudo, uma coisa só... Mas então toda a cena se desfez aos poucos, como aquarela na água, e me vi encarando céu sem estrelas, e me senti exatamente como a lua; sozinha e abandonada no céu...  


domingo, 20 de maio de 2012

O resto, é resto.



         Ela abriu a boca, mas não conseguiu pronunciar nenhuma palavra. Não conseguiu dizer o que estava pensando. Não conseguiu falar qualquer tipo de verdade que estava querendo ser expulso coração afora. E as pessoas a observavam atentamente, procurando qualquer tipo de reação ou ação. Esperavam ouvir o que queriam, e não o que ela carregava no peito. Queriam ouvir que o mundo era perfeito e que todas as pessoas eram felizes, mas a realidade não era aquela, e ela sabia daquilo, e não queria mentir. Não mais uma vez. Contou uma, duas, três vezes e respirou de novo. Quando enfim, as palavras saíram de sua boca.
         -Podem espalhar placas pelas ruas; “Amor de graça”. Espalhem, por favor. Ponham na frente de escolas, nas praças públicas, na porta da prefeitura. “Abraços, não se paga”. –suspirou ela e observou o rosto de cada pessoa a sua volta. –Não quero mais fingir, nem esconder nada. Não quero mais viver nesse lugar, onde tudo é cobrado, até mesmo o comportamento de uma pessoa. Onde um quer comprar o coração do outro com objetos e dinheiro, sem ao menos se darem conta de que o maior preço a ser pago pelo coração, pelo amor, é acreditar nele. Acredite no amor, e você estará comprando muito mais do que catálogos lhe mostram. Não acredite no que a cultura diz. Não acredite no que você ouve. Acredite em si mesmo, olhe em volta, e veja o que faz o seu coração sorrir. O resto, é resto. –foi só o que ela disse, antes de virar as costas e deixar todos para trás com seus pensamentos profundos...