Hoje me peguei lendo meus textos antigos, postados aqui nesse blog, e reparei minha mudança de humor ao decorrer de alguns posts. A verdade é que eu não conseguia me lembrar com tanta clareza da dor que estava sentindo naquele momento. Tive nitidez em cada palavra, e pude enfim me lembrar de todo o corrido, como se não houvesse passado muito tempo. Um dia amando, no outro, magoada. E o mais engraçado é que nos últimos textos pareci dizer ser incapaz de amar ou sentir atração novamente por qualquer outra pessoa, seja ela qual fosse. E cá estou eu novamente, sorrindo ao olhar para o nada, com os olhos brilhando ao imaginar futuros distantes, e incapaz sim, de imaginar uma vida sem amor. Os dias parecem ser mais radiantes, as noites, mas brilhantes, e no olhar a certeza de que um dia tudo possa ficar no seu devido lugar. E eu sorrindo, confiando no Todo Poderoso e tendo o prazer de ter meu futuro em Suas mãos, porque, quem plantou chorando vai colher sorrindo. Acredito mais do que nunca que possa existir a pessoa certa, aquela que te faça sorrir e a qual você queira ouvir a voz toda a hora. Quer ligar, seja qual hora for, somente para saber como ela está. Eu creio... Creio que eu posso sorrir, porque das lágrimas que plantei com esperança, virá a pessoa que viverá para me ver sorrindo... Apenas sorrir.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Sonhos.
Falam que eu sonho demais. Falam que um dia eu posso me decepcionar por sonhar tanto, mas eu nego. Só isso. Não preciso provar para os outros que posso sonhar abertamente, da mesma forma que não preciso provar que meu Deus existe. E eu sonho mesmo. Sem medo. Sonho em fazer vários cursos e falar várias linguas. Sonho em ter muitos diplomas, e que eu possa usar todos durante minha vida. Sonho em viajar pelo mundo, conhecendo pessoas novas e descobrido cada vez mais o desconhecido. Sonho em ser uma grande líder espiritual, e quem sabe, uma grande líder social. Sonho em ser autora de vários best-Sellers mundiais, e fazer grande diferença na literatura brasileira. Sonho em conhecer o homem separado por Deus para a minha vida, e ter o casamento dos sonhos no jardim, com muitas flores e fitas e luzes, e com uma inesquecível lua de mel em Londres, ou em Paris, ou até mesmo na Grécia. Sonho em ter uma casa confortável, e aproveitar meus 5 anos de casada como se fosse o primeiro dia, até decidirmos ter nossos 2 ou 4 filhos. Belas crianças, com os nomes mais simples e lindos que eu já sonhei. Sonho em criá-los tementes e obedientes à Deus, buscando a santidade desde pequenos, e prontos para lutar nesse mundo de guerra. E serão crianças sábias e inteligentes... Sonho em ter um marido que me apoie e me ame. Na verdade, sonho por um mardo que ame mais a Deus do que a mim, e terei prazer em dizer que eu e minha casa serviremos ao Senhor. Sonho em ser uma pessoa completa na vida, e que um dia eu possa me deitar na cama, agradecendo por tudo que Deus sonhou e realizou em minha vida, e as pessoas que falaram que eu iria me machucar por sonhar tanto, terão o pouco que sonharam, e eu.. ah, eu estarei construindo mais sonhos, e lapidando cada vez mais meu mundo. Porque eu quis, e eu consegui.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Sapato apertado.
E então a gente acha que nunca mais será capaz de encontrar alguém para amar. Não depois de se machucar tantas vezes. Não depois de se enroscar na cama e abraçar o travesseiro, como se ele fosse a única base que te deixe de pé. E então se passam horas, e o choro já se tornou um soluço, e enfim o sono vem como uma morfina, e te deixa dormir. E a dor se vai por algumas horas. Poucas horas.
A verdade é que nunca queremos passar por isso. Mas é como um sapato apertado. Sabemos que machuca, mas mesmo assim, usamos. Aperta, rala, incomoda, e no final, o que sempre resta, são bolhas, que deixam marcas permanentes. Pegamos trauma do sapato por um tempo, mas não demora muito, estamos com ele novamente no pé, pedindo e suplicando para que não doa, não machuque, mas bem lá no fundo sabemos o final. Sabemos o resultado. Mas, se não machucasse, se não ralasse e se não desse bolhas, não seria amor. O bom nisso tudo, é que sempre podemos tirar uma lição. Independente de cismarmos em calçar o mesmo sapato várias vezes...
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Renovo.
E
aqui estou eu de novo, apertando a tecla “renovo” na minha vida. Me peguei
pensando quantas vezes vou precisar renovar, antes de dar certo. Porque, chega
uma hora que a gente se desgasta, não é mesmo? Posso mudar tudo. Posso refazer
planos, reconstruir sonhos, mas ainda estarei precisando de um lugar calmo e
pessoas verdadeiras. Pessoas com promessas verdadeiras, que tem coragem de tornar
tudo realidade. Porque, na verdade, eu cansei de dar o primeiro passo. Porque
sempre eu? Porque sempre eu a dar o primeiro passo? As pessoas esperam tanto
atitudes, mas não move uma poeira no mesmo sentido. Mas eu espero mudança.
Espero poder olhar pela janela e ver um mundo novo. Ver que a chuva cai, e não
me machuco ao tocar nela. Ver que o mundo está sorrindo e que as pessoas podem
realmente mudar. Ler um livro debaixo de uma árvore, ouvir uma boa música e
sorrir ao saber das maravilhas que um Renovo pode fazer. Pessoas novas,
atitudes novas, pensamentos novos, novos amores. Ou não... Na verdade, eu não
sei.
domingo, 14 de outubro de 2012
Desisto.
Mas eu
desisti. Desisti de tentar ser melhor. Desisti de tentar mostrar que poderia salvar
alguma coisa. E olha que eu tentei salvar, hein! Olha que eu tentei salvar a essência,
o sentido. Tentei salvar pelo menos o pensamento do que já fomos um dia. Tentei
lembrar de todas as promessas, mas não foi preciso, porque elas martelam na
minha cabeça noite e dia, jogando na minha cara mais uma vez, que nenhuma delas
foram cumpridas. Nenhuma... Mas eu não consegui salvar. Não consegui, e não foi
culpa minha. Tentei ser melhor, tentei ser mais do que já fui. Mudei sonhos,
refiz planos, mas não deu. Você não permitiu. Não nos permitiu. E então eu me
pergunto se as mascaras caíram, ou se você só mudou. Não sei... Deve ter alguma
coisa de diferente. Eu estou diferente? O que está diferente? Porque, de uma
hora para a outra, tudo está de pernas para o ar, e eu não sei mais onde estou.
E todas as cartas, as músicas, as promessas, os sorrisos, as barreiras que derrubamos,
foram jogadas ao fogo. E o pior é que eu me queimei na tentativa de salvar
alguma coisa. Minhas mãos estão em brasa, e eu estou sem forças para tentar de
novo, então, eu só desisto. Desisto, porque enquanto eu tentava recuperar as
coisas do fogo, você o aumentava. E pior ainda, aumentava sem ninguém ver. Nem mesmo
eu.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Não posso mais esconder minha dor.
Mas dói mesmo. E eu posso tentar negar isso. Posso tentar fingir que não está acontecendo nada, e que eu não sinto falta. Posso falar que superei, e que tudo o que aconteceu, não me acrescentou nada, mas sim, faz falta. Faz falta porque já se tornou importante demais, e me sinto impotente ao declarar isso. Sinto que sou fraca, e que tudo o que eu construí um dia, desabou. Porque eu me sentia forte enquanto fingia que estava tudo bem. Me sentia superior enquanto me passava por “a menina que não se importa”. Mas está aí, confessei. Desci do salto e amarrei o cabelo. Tirei a maquiagem e mostrei minhas lágrimas. Não posso mais esconder minha dor atrás de uma falsa felicidade. Mas eu também me preocupo, porque, quando mostramos que estamos fracos e que realmente nos importamos, normalmente as pessoas pisam mais, e eu estou vulnerável agora. Estou desarmada, sem proteção ou amparo. E declaro que estou com medo de ser mais pisada do que já fui. Digo, e repito que pior ainda do que a dor, é aquela que NINGUÉM vê.
domingo, 23 de setembro de 2012
Maldita noite fria.
Eu
tenho sentido a tua falta. Muito mesmo. Tenho vivido aquele vazio dentro de
mim. Aquele frio que congela até a alma. E a verdade é que você está tão longe,
e me sinto cada vez mais fraca. E você se afasta a cada momento, e momentos que
eu preciso de você aqui. Momentos que eu preciso me sentir aquecida e
preenchida, mas não... Você não está mais aqui, e me deparo com essa realidade
todos os dias. Vejo que você se foi, e levou junto de ti todo o calor, todo o
sentido, todo o amor, tudo o que me preenchia, TUDO!; foi junto a ti. E eu
ainda me lembro dos nossos momentos juntos. Nossos sorrisos, nossas limitações
e nossos sonhos. Lembro-me do modo como você me abraçava e como se sentia sem
graça por eu te olhar tanto, e essas lembranças é o que tem me mantido de pé,
aquecida, nessa maldita noite fria, que não parece ter fim. E essa é uma
maldita noite fria, porque não tenho você perto de mim.
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